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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Dia a dia....



Esses dias eu recebi um e-mail de uma pessoa que já está aqui em Nantes me perguntando se eu sabia de alguma marca de sabão líquido para lavar roupa à mão. Pergunta ridícula?? Claro que não!!! Ai que eu me dei conta de quantas horas eu perdi na frente das prateleiras (e às vezes ainda perco) tentando achar um “bom produto”.

Então, resolvi contar aqui um pouco da minha experiência e também comentar sobre alguns produtos que eu uso. Infelizmente não vou ganhar um centavo em cima disso, hehehhehehe., mas espero ajuda-los a se “adaptarem” um pouco mais.

Em um dos primeiros posts que eu escrevi no blog, eu falei da falta que o tempero completo da Arisco me fazia, que no Brasil eu só sabia cozinhar com ele. Pois é, não foi fácil essa adaptação.
Mas, depois que eu descobri um alho moído – em pó – que fica junto com os temperos no super mercado,  a minha vida mudou!! Agora com sal e com esse alho eu faço milagres!! Ele é muito bom, não deixa o gosto forte do alho – para isso eu uso o dente de alho natural,  quando eu quero isso – e a comida fica bem boa.

Para cozinhar, eu também usava muito molho pronto no Brasil e aqui me surpreendi que os molhos prontos são muito bons e nem precisa ser o mais caro!! Eu uso a marca do super mercado e gosto muito!!!

Aqui na França, não existe creme de leite, então, quando eu quis fazer meu primeiro strogonoff foi um pouco complicado porque eu tinha que achar algo para substituí-lo e descobri o “Crème fraîche”.  Vou sentir falta dele  hehehehehhehhe. Existem várias marcas e depois de testar várias, achei uma que gosto muito Yoplait (30% de gordura). Ele é bem firme e tem um gosto menos “iogurtado”, porque o creme frash tem um gostoque lembra o iogurte, bem no fundinho,  por isso tem que ir colocando aos poucos e provando. A primeira vez que usei coloquei todo o pote e gosto ficou forte hehehehehehe, estraguei o meu risoto de camarão. 
 
Com relação ao arroz, eu gosto muito de um da marca Carrefour (Carrefour Discount) que vem em saquinhos... Deus abençoe quem inventou isso!! Eu nunca tinha usado arroz parabolizado na minha vida e descobri a 8ª maravilha do mundo. Eu e adoro cozinhar mas tenho uma confissão à fazer, não sei fazer arroz!! Sempre foi meu trauma. E esse arroz nem quando eu quero que ele fique “unidos venceremos”(quando eu quero fazer sushi) ele fica. Os saquinhos são pequenos, é uma porção ideal pra 1 ou 2 pessoas por vez. 

Uma coisinha que é diferente aqui é a maionese. Eu estranhei muito, a maionese aqui é misturada com mostarda dijon e eu acho muito forte, não gosto. Mas, pra quem como eu também não gosta, existe a maioneses “sans moutarde”, eu uso a marca “Lesieur – sans moutarde”.

Eu gosto muito de um atum aqui, marca “Petit Navire”. Pela primeira vez achei um atum em lata, natural gostoso hehehehehehhe.

A França é a terra dos queijos e eles vão em fazer uma enorme falta!! Não... falta não, mas vou sentir muita saudade.

Mas, quando eu quero um queijo “normal”, o mais parecido com o nosso queijo lanche, pra fazer um sanduíche com queijo e presunto eu gosto de comprar o que “gouda jeune” fatiado. Tem tanto marca Carrefour como Leclerc.

Além de excelentes queijos, a França também tem excelentes iogurtes. É incrível a variedade, então se você gosta, não deixe de prova-los. Eu gosto de iogurte, mas no Brasil não podia tomar muito porque quase morria de azia, aqui, posso tomar todo o dia que não me dá nada. Eu gosto muito do Yop, pra comer com uma fruta e cereal ou uma farinha. Mas o meu preferido é da marca "La Latière à boire Gourmand", ai ai ai, é Danoninho líquido. Senti uma raiva tão grande de tê-lo descoberto só a alguns meses atrás. A vida nem sempre é fácil!

Fiz uma fotinho de alguns produtos “básicos” que eu uso.





Na área de “produtos de limpeza”, coisas como detergente de louça e água sanitária eu compro as mais baratas, a marca do super mercado mais baratinha que tiver. O detergente lava bem, sem problemas!!!

Com relação ao sabão de roupa, aqui eu comecei a usar os sabões em tabletes, mas eu compro a “marque repere”  "Texil" do  Leclerc, porque não é tão caro. Eu acabei me acostumando com ele já que no outro apartamento em que morávamos, eles pediam pra usar ou sabão líquido ou esses em tabletes – eu gostei do tablete porque a medida já está certa. Nas máquinas do outro apartamento (que tinha lavanderia comunitária), que tem capacidade de até 10kgs, eu usava 2 tabletes, hoje, na minha que tem capacidade de 5kgs, uso 1 por lavagem. Lava bem, sem grades problemas.

Pro amaciante eu sou “chatinha” porque gosto que fiquei o cheirinho na roupa J ai eu uso essa marca “Soupline”, que é a que mais me lembra o “Confort” no Brasil. Claro, eu sempre faço uma relação de “qualidade/preço”. Deve existir amaciantes melhores, mas, são mais caros e esse que eu uso cabe no meu bolso e me agrada. 


Bom, pra lavar roupa a mão, eu uso um da marca Carrefour, para roupas delicadas. Deixa um cheirinho bem bom na roupa. Gosto bastante. 

Aqui eu descobri uma coisa que eu não sabia que existia – desculpa se já tem isso no Brasil, mas eu não lembro e também nunca procurei – na real eu não descobri me “apresentaram” uns lencinhos de limpeza multi-uso para casa. Eu gosto pra dar aquela “tapeada” quando não dá tempo de limpar o banheiro ou a piá sei lá... eu não uso pra fazer a limpeza "pesada" é mais para um “help” mesmo. 



Voltando a questão da alimentação, aproveitem que vocês estão na França e experimentem o máximo que puder, afinal, vocês estão na terra do pão, baguette, croissants, dos queijos... ahhh os queijos!! Aproveitem para comer, provar... porque aqui vocês terão a chance de  provar queijos que vocês nunca encontrarão no Brasil porque não são pasteurizados e por isso não podem ser exportados.

Aproveitem para experimentar tudo que o país oferece, mas, se vocês ficarem aqui mais de 6 meses ou 1 ano, vocês terão saudades da comida da terrinha e quando isso acontecer, existem lugares em que podemos nos “socorrer”.

Pra começar, no bairro Bouffay existem várias “lojinhas” asiátiacas, africanas que vendem artigos das suas  culturas, mas também “coisas do mundo”. E nessa hora é legal ser de origem de um país que recebeu influência de várias culturas!!! Nas africanas podemos encontrar, a batata doce igual a nossa, farinha de mandioca, mandioca, azeite de palma – que é o azeite de dendê.... nas asiáticas que vendem produtos do mundo, encontramos mamão, abacate do Brasil, chuchu, farinha de mandioca.....
O Carrefour está com um setor destinado à comidas do mundo e o divide por “países”, não tem o Brasil, mas tem Portugal e lá encontramos feijão preto, gelatina, bolacha Maria entre outras coisinhas. Mas o melhor, guardei pro final.... em Rèze, uma cidade da comuna de Nantes, existe uma lojinha “epicerie” portuguesa “Les Saveurs du Portugal” (clique no nome para o link do google maps) e tem uma pequena área reservada para o Brasil. Lá eles vendem mistura para pão de queijo, farinha de mandioca, canjica, guaraná, feijão preto, suco tang, bolacha recheada Passa Tempo, Bono, batata palha.... e no resto da lojinha encontramos gelatina, bolacha de água e sal (porque vocês não vão encontrar isso em super mercados franceses, não existe!!!), farinha láctea, pasteizinhos de Belém (que o nome verdadeiro é  Pastel de Nata) até picanha congelada!!! 

É fácil chegar de tram lá, fica perto do parada “Pont-Rousseau-Martyrs”, da linha 2.  Para quem achar muito ruim ir até lá, existe um site de uma loja em Paris, que entrega em casa (cobrando frete, lógico). Se chama ” Coisas do Brasil” (só clicar no nome para ver o site). 

Espero que essas pequenas informações ajudem um pouquinho, quando começar a bater a saudade da terrinha, porque não tem jeito... não importa a origem, o país nem a classe social... quando se mora no exterior, uma das primeiras coisas que sentimos na adaptação – depois do idioma – é a alimentação.

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História de Nantes por fotos

O rio Erdre é desviado sob o túnel do canal Saint-Félix. Uma larga avenida ficou no seu lugar, um pouco antes da guerra.  No início dos anos 90, com a criação da segunda linha do tramway, o espaço foi reestruturado de maneira a favorecer os pedestres.


 Fonte das fotos:
Livro: Retour à Nantes
Autor: Daniel Quesney
Editora: Les Beaux Jours
Foto: "Cours des 50-otages à la hauteur de l'allée Cassard", páginas 102 e 103.






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